Mesmo sem conquistar uma Copa do Mundo há mais de duas décadas, a Seleção Brasileira chega ao ciclo de 2026 com a geração mais valiosa de sua história. Um levantamento divulgado pela Betfair aponta que os jogadores convocados para o próximo Mundial somam valor de mercado estimado em €978,7 milhões, maior cifra registrada pela equipe nacional.
O estudo analisou os grupos convocados pelo Brasil nas últimas seis edições do torneio e identificou uma escalada contínua nos valores de mercado dos atletas. Em 2006, ano da chamada “seleção do quadrado mágico“, formada por grandes nomes como Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Ronaldo Fenômeno e Adriano Imperador, o elenco brasileiro era avaliado em €350,2 milhões. Corrigido pela inflação, o montante equivaleria hoje a cerca de €540 milhões.
Vinte anos depois, o cenário financeiro do futebol transformou o perfil econômico das seleções. A equipe projetada para 2026 praticamente dobra o valor corrigido do elenco de 2006, com média de €37,6 milhões por jogador.
A evolução dos valores foi gradual ao longo dos ciclos seguintes. Em 2010, o grupo brasileiro era avaliado em €389,8 milhões. Em 2014, o valor subiu para €463,5 milhões. Já em 2018, chegou a €634 milhões. O elenco da Copa de 2022 atingiu €867,5 milhões e, corrigido pela inflação, teria valor próximo de €971,2 milhões atualmente.
Apesar do recorde alcançado para 2026, o crescimento em relação ao ciclo anterior foi discreto. Segundo o levantamento, a valorização do elenco atual, em comparação ao grupo que disputou o Mundial do Catar foi de apenas 0,77%, o menor avanço percentual entre os ciclos analisados.
O estudo também mostra como a lógica do mercado internacional passou a influenciar diretamente a avaliação dos atletas. Além do desempenho esportivo, fatores como idade, potencial de revenda, presença em ligas europeias e apelo comercial ajudam a elevar os valores dos jogadores brasileiros.
Entre os destaques da geração atual, aparece Vinícius Júnior, apontado como o atleta mais valioso da seleção, avaliado em €200 milhões. O atacante do Real Madrid lidera uma lista que inclui Raphinha e Bruno Guimarães, ambos estimados em €80 milhões, além de Gabriel Magalhães (€75 milhões), Gabriel Martinelli (€55 milhões), Matheus Cunha (€50 milhões), Endrick (€40 milhões) e Rayan (€40 milhões).
A comparação histórica também evidencia mudanças no perfil dos principais nomes da seleção ao longo das décadas. Em 2006, Ronaldinho Gaúcho, então no Barcelona, era o atleta mais valorizado do elenco, avaliado em €50 milhões após conquistar a Bola de Ouro. Em 2010, Kaká liderava a lista com valor estimado em €60 milhões, impulsionado pela transferência para o Real Madrid.
Neymar foi o principal ativo brasileiro em dois ciclos consecutivos: em 2014, quando atuava pelo Barcelona e era avaliado em €50 milhões, e, em 2018, já no Paris Saint-Germain, quando atingiu €150 milhões.
Apesar da valorização financeira, o levantamento aponta uma queda gradual na confiança do mercado internacional em relação às chances de título do Brasil. As odds para conquista da Copa passaram de 4.00 em 2006, equivalentes a 25% de probabilidade implícita, para 9.00 em 2026, índice que representa cerca de 11,1% de chance estimada de título.
Os torcedores que quiserem comparar gerações da Seleção Brasileira e montar sua própria “seleção dos sonhos“ podem acessar a plataforma interativa criada pela Betfair. A ferramenta permite visualizar a evolução do valor de mercado dos convocados desde 2006, além de calcular quanto valeria financeiramente cada escalação escolhida pelo usuário e acompanhar como as odds do Brasil para conquistar a Copa do Mundo mudaram ao longo dos últimos ciclos.
Com informações do Site Opinião CE