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Crime ocorreu em 2025 e teve relação com disputa entre grupos criminosos dentro de hospital em Fortaleza
Crime ocorreu em 2025 e teve relação com disputa entre grupos criminosos dentro de hospital em Fortaleza
A Justiça condenou um homem a 34 anos e nove dias de prisão, em regime fechado, por participação na morte de um paciente dentro do Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza. O crime aconteceu no dia 2 de março de 2025, quando a vítima, que estava internada após um atentado anterior, foi atacada a tiros dentro da unidade de saúde.
O julgamento ocorreu no último dia 18 de março. Segundo as investigações, o crime foi planejado e executado com o apoio do réu, identificado como Antônio Carlos dos Santos Evangelista.
A vítima, Fernando Uchôa Júnior, de 32 anos, estava internada havia cerca de uma semana quando foi surpreendida por um adolescente de 16 anos, que efetuou disparos dentro do hospital, na presença de funcionários e pacientes.
Morte de paciente no IJF teve participação de condenado
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Após o crime, o adolescente se entregou e foi apreendido por agentes da Guarda Municipal e da Polícia Militar que estavam no hospital. A arma utilizada foi recolhida. O jovem já respondia por atos infracionais análogos a tráfico de drogas e roubo.
De acordo com a Polícia Civil, o crime foi motivado por disputa entre grupos criminosos rivais. A investigação apontou que Antônio Carlos teve papel direto na ação.
Ele teria fotografado o prontuário de outro paciente e repassado ao adolescente, permitindo que o jovem entrasse no hospital como visitante. Em seguida, os dois se encontraram dentro da unidade, onde o acusado entregou a arma utilizada no crime.
Justiça condena homem por crime dentro do IJF
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença condenou o réu por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e por impossibilitar a defesa da vítima. Ele também foi condenado por integrar organização criminosa e por corrupção de menores.
O acusado ainda deverá pagar 190 dias-multa, calculados com base no salário mínimo vigente.
Ao ser preso, Antônio Carlos afirmou que foi coagido por integrantes de uma facção criminosa a participar da ação, mas disse que não sabia que a arma seria usada para matar o paciente.
Após o caso, o hospital reforçou as medidas de segurança. Entre as ações adotadas estão o uso de detectores de metal nas entradas, aumento do efetivo de guardas municipais e policiais militares, além da instalação de câmeras e implantação de sistema de reconhecimento facial.
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