Foto: Bruno Spada/Câmara dos DeputadosA Câmara dos Deputados aprovou, no começo da tarde desta terça-feira (3/2), um projeto de lei que cria um novo plano de carreira para os servidores da Casa. Agora, o texto segue para o Senado.
A proposta estende aos servidores da Câmara a chamada Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), que já havia sido aprovada para os servidores do Senado e do TCU.
O projeto de lei é o de número 179 de 2026, de autoria da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB). A proposta foi tornada pública às 13h desta terça e levada à votação em seguida. O relator é o deputado Alberto Fraga (PL-DF). Ele apresentou parecer favorável ao projeto.
Na prática, a GDAE cria um mês de 40 dias de trabalho para os servidores que já ocupam funções comissionadas da Casa. Graças à nova gratificação, os salários mais elevados na Câmara poderão chegar a até R$ 77 mil mensais, de acordo com cálculos dos próprios técnicos da Câmara.
Os principais beneficiados pela nova gratificação serão justamente os servidores que ocupam os chamados “cargos de natureza especial” (CNES).
Esse tipo de cargo pode ser ocupado tanto por funcionários públicos concursados quanto por indicados políticos, sem necessidade de concurso. A nova gratificação também é entendida como uma verba indenizatória – ou seja, isenta de Imposto de Renda.
A votação às pressas gerou descontentamento entre alguns deputados. O texto foi aprovado de forma simbólica antes das 15h, ou seja, menos de duas horas depois de ser tornado público. A votação simbólica significa que não há registro de como cada deputado votou.
“A gente precisa de um debate sério, de uma reforma administrativa séria, que trate de um Teto Constitucional digno, para todos. Não dá para ser um monte de puxadinho às pressas do jeito que está sendo feito aqui, onde tudo foi resolvido numa salinha fechada”, criticou a deputada Adriana Ventura (Novo-SP).
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